Eu, por mim mesma

Aqui deixo minhas inspirações. São coisas que sinto, que vejo e que me fazem acreditar, que o ontem existiu, que hoje é o que vivo e o amanhã só me resta esperar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Vidas opostas


Sei que gostas de dormir em camas confortáveis com lençóis de puro linho, sob tetos luxuosos.
Eu costumo dormir em camas improvisadas e tenho como teto o céu e como luz as estrelas.
Sei que gostas de uma boa mesa, regada de vinhos finos.
Eu costumo comer o que a natureza me oferece ou restos que me aparecem.
Sei que aprecia bons teatros, belos concertos.
Eu assisto comédias da vida diária que muitas vezes terminam em dramas, onde o protagonista sou eu mesmo.
Sei que possuis cães de caça, elegantes e robustos.
Eu tenho um cão de raça não definida que é meu melhor companheiro.
Sei que costumas estar rodeados de amigos de ideais iguais aos teus.
Eu tenho como amigo a estrada e mais nada.
O que temos em comum?
Ah! Meu amigo temos a alegria de viver, cada um com o que a vida ofereceu e que fizemos por merecer.

Dor

A dor nos faz crescer, e nos impulsiona para mudanças, é um sinal para dizer que estamos vivos.
O que é dor se não um bálsamo para as nossas mazelas interiores, nos serve de alerta, nos diz que algo está errado.
O que é a dor se não um remédio de Deus para nos tornar pessoas melhores e renascer para a verdadeira vida.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Minha história de amor...


Começou no vagão do metrô, quando uma informação ele me solicitou.
No início não dei bola e nada de especial rolou.
Mas o cara era insistente, e telefone e e-mail no papel anotou.

Guardei por educação, sem promessa de ligação.
Mas eis que um dia o papel achei, e não é que liguei!
Ele atendeu e com um ar de surpresa logo me reconheceu.

A partir daí aguardei, e um dia um telefonema atendi.
Com um papinho de "queria te ver de novo" dei corda e me rendi.
Mas como seria o encontro se nem me lembrava do rosto, fui pensando: "e se eu não gostar?".

Sorte ou azar não sei bem definir.
Só sei que depois de três anos solteira, pelo menos um jantar eu consegui.
E ainda por cima no Dia dos Namorados, quer coisa mais feliz!

O encontro foi meio conturbado, mas o papo foi legal.
E na fila do restaurante o cara-de-pau mandou um beijo fatal!
Eu bem que gostei.

Não passou muito tempo para outro encontro acontecer.
E no escurinho do cinema a "coisa" pos-se a ferver.
Não esquentou o suficiente porque ali não era ambiente.

Mas eu não marquei bobeira e logo o convidei para um jantar.
Desta vez com direito a meu apartamento visitar.
Nem preciso comentar, que após o jantar pulamos a sobremesa
e fomos direto para o sofá.

Aí a "coisa" esquentou de verdade e até hoje, três anos depois...
Ainda não esfriou e resolvemos chamar tudo isso de AMOR.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Carta ao ex-marido


Caro ex-marido,

Eu te perdôo cada ato impensado, cada beijo dado, mas que não foi em mim.
Eu perdôo a sua traição.
Perdôo suas noitadas com amigos, perdôo pela solidão que me fez sentir.
Perdôo a todos os jantares românticos que planejei e você não apareceu e pelas súplicas de amor que você não deu atenção.
Eu te perdôo do fundo de minh'alma.
Porque preciso continuar a ser feliz, porque você precisa continuar a ser feliz.
Peço-lhe também perdão.
Perdoe-me pela inevitável separação, mas me separei de você, primeiro pelo amor que tenho por mim e segundo pelo amor que sentia por você.